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"Dudu vai ficar por amor", revela Mattos após proposta de R$ 51 mi da China


Alexandre Mattos revelou que só não venderá Dudu para a China por pedido do próprio atleta. Em entrevista coletiva nesta terça-feira, o diretor de futebol do Palmeiras disse que a proposta de R$ 51 milhões do Changchun Yatai foi "recusada por amor". Se aceitasse a ida ao Oriente, o camisa 7 palmeirense ganharia mais de R$ 1,3 milhão por mês só de salário.

O dirigente explicou que, por um acordo inicial, a proposta precisaria ser aceita por significar mais do que o dobro de investimento feito pelos palmeirenses para a aquisição de 100% de seus direitos econômicos.

"Não temos cláusula de saída, mas tínhamos um acordo que se chegasse algo do dobro do que investimos, o Palmeiras venderia. Em 2016, fizemos uma renovação e agora chegou essa proposta da China que a gente venderia de acordo com nosso compromisso", explicou.

"A coisa não é boa para ele. É excepcional. Mas algumas coisas pesaram. O amor que o Dudu tem pelo clube, o amor da família pela cidade, pelo clube e o fato de o Dudu querer ganhar ainda mais com a camisa do Palmeiras. O Dudu compreendeu que ele é a cara do novo Palmeiras. Ele tem necessidade e vai ganhar muito aqui ainda. Queria fazer esse testemunho porque ele não quer ser vendido. Claro que o mundo é dinâmico, pode vir uma proposta. Mas ele fica neste momento".

Em um primeiro momento, o capitão não terá seu contrato renovado e seu salário será mantido. Mas as negociações podem acontecer. O próprio atleta deixou essa possibilidade em aberto.

"Foi um conjunto. O Palmeiras está muito feliz e eu estou muito feliz aqui. Falei de aposentar e só depende do Palmeiras. Quero ter vida longa. Todo mudo sabe o carinho que tenho pelo clube. Estou muito feliz e espero continuar por muito tempo. Aí depende do Palmeiras", explicou o atacante.

Sem falar em números, ele confirmou que a proposta salarial era muito maior do que a que ele ganha no Palmeiras.

"Era muito dinheiro. A maioria dos jogadores vai para lá ganhando muito dinheiro. Mas estou feliz aqui. Desde 2015 a torcida tem muito carinho. No começo ficou um pouco de dúvida, mas depois a gente construiu um carinho. A torcida sempre me apoiou, criaram um grito de guerra para mim e vieram os títulos. E esse carinho aumentou. Sou muito feliz aqui e agradeço muito a torcida, ao Mattos, ao presidente, ao pessoal da Crefisa. Espero continuar aqui", completou.
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