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Keno se anima com Cuca, cita papo em 2016 e quer deslanchar no Verdão


Cuca chama Keno para conversar, diz que confia no futebol do atacante e avisa que ele tem tudo para crescer muito no Palmeiras. Essa cena não aconteceu (só) nesta última semana, antes do jogo contra o Atlético-MG, às 16h deste domingo, no Allianz Parque, em que o camisa 27 será titular, mas sim no ano passado. Keno ainda estava no Santa Cruz, e o técnico teve peso importante para que ele decidisse optar pelo Verdão.

- Tivemos uma conversa, sim. Tinha outros clubes interessados em mim quando eu tinha contrato com o Santa Cruz. Conversei primeiro com minha família para decidir o que seria melhor para mim, mas também conversei com o Cuca, com alguns jogadores também. Eles disseram que se eu viesse para cá eles iam me acolher. Hoje estou bem feliz de estar jogando aqui - disse o jogador.

Cuca acabou deixando o Palmeiras em dezembro, antes de Keno se apresentar, mas aquele bate-papo do ano passado mostra que foi uma das contratações aprovadas por ele.

- Isso ajuda, porque passa mais confiança. A gente sabe que é um treinador bom, que foi campeão brasileiro. Ele passa confiança total para mim quando vou entrar nos jogos, nos treinamentos. Isso só vai me fazer crescer no Palmeiras - disse Keno.

Contra o Galo, o baiano de 27 anos jogará no lugar de Dudu. Essa mudança ocorreu ainda no primeiro tempo do jogo contra o Internacional, quarta-feira, pela Copa do Brasil, quando o camisa 7 sentiu lesão no adutor da coxa esquerda. O desempenho de Keno foi uma das poucas coisas que agradaram Cuca naquela atuação bem abaixo da média do Verdão.

Pode ser o início de uma nova fase para o atacante. Ele chegou a ser titular com Eduardo Baptista, com atuações destacadas, mas não vinha conseguindo se colocar novamente na briga por espaço entre os 11 preferidos. Antes de ser acionado por Cuca contra o Colorado, Keno fez parte do mistão que encarou a Chapecoense e entrou no decorrer dos jogos contra Vasco e São Paulo, sem muito destaque. Chegou a hora de embalar.

Confira um bate-bola exclusivo com Keno:

O Palmeiras é o primeiro clube grande da sua carreira. Encontrou alguma dificuldade para se adaptar?
Eu não encontrei dificuldade, os jogadores são gente boa. Desde o primeiro dia aqui estou tranquilo, converso com os meninos como se conhecesse há anos. A torcida também apoia muito. A gente sabe que dependemos de resultado, eles querem ver a gente jogando bem, saindo com a vitória, mas estou adaptado a isso também.

Mudou muita coisa com a saída do Eduardo, com quem você chegou a ser titular, e a chegada do Cuca?
Os jogadores já conhecem o Cuca. O Eduardo teve um bom trabalho aqui, mas isso (demissão) acontece em todos os clubes do Brasil. O Cuca veio para fazer um bom trabalho e está se firmando. São trabalhos diferentes. Estamos vindo de resultados que não estão agradando, mas a confiança vai voltar e a gente vai conseguir embalar.

O que está achando dessas primeiras semanas de Cuca?
É um trabalho bom. Eu já acompanhava nos jogos do ano passado. Ele passa confiança para os jogadores, conversa, o que é muito importante. Ele conversou bastante comigo sobre aproveitar as oportunidades. Entrei contra o Inter, fui bem e conseguimos sair classificados.

Vai jogar contra o Galo?
Estou treinando, porque se ele precisar de mim vou ter que dar o meu melhor. O Dudu é um jogador importante, então se eu entrar vou ter que jogar bem.

Qual a diferença entre você e o Dudu?
O Dudu vem mais por dentro, eu gosto de ir mais para o fundo. Mas posso ir por dentro também, depende mais do jogo. Se estiver congestionado, como estava contra o Inter, com o meio muito cheio, ele manda ir para o fundo, com velocidade.
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