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Moisés admite Eduardo mais cauteloso que Cuca no Palmeiras


Depois de conquistar o título Brasileiro de 2016 e receber a camisa 10 do Palmeiras para atuar nessa temporada, Moisés acabou tento de interromper sua grande fase em campo por causa de uma lesão séria. Em 19 de fevereiro, durante um jogo contra o Linense, pelo Paulistão, o meio-campista acabou rompendo dois ligamentos (anterior cruzado e medial) do joelho esquerdo. Desde então, sua rotina é longe dos gramados.

"Eu chego 8h30 e vou sair 17h. Começo com alguns aparelhos na fisioterapia e depois é academia. Tem uma pausa de 1h30 para descansar na hora do almoço. É uma rotina cansativa, é uma luta diário, você com você mesmo, sempre os mesmos exercícios. Tem que ter um foco muito grande para não desanimar", contou, em entrevista ao Mesa Redonda, da TV Gazeta, na noite desse domingo.

"Pode ser que em julho eu esteja jogando, mas pode ser que se arraste até agosto. O importante é eu me recuperar. Eu quero voltar 100% para não bater e me machucar novamente", completou.

Apesar de não conviver com o elenco nos jogos e nas viagens, Moisés tem acompanhado seus companheiros de perto, tanto durante os treinos no CT quando nas partidas em casa, mesmo que das tribunas. E ao avaliar a troca feita pela diretoria no comando técnico da equipe, o jogador admitiu que os estilos de Eduardo Baptista e Cuca são bem diferentes.

"O Cuca é um pouco mais ousado, arrojado. Também pela experiência que tem, treinador vencedor, ele tem essa forma de jogar para frente. O Eduardo, eu acho um treinador sensacional, não tenho dúvida que ainda vai chegar o momento dele de pegar um grande clube como o Palmeiras e ter sucesso", avaliou, sem esconder que a pressão e falta de experiência em grandes clubes pesavam sobre o trabalho de Eduardo Baptista.

"O Cuca, se não está dando certo, ele faz duas substituições no intervalo e pronto. Ele (o Eduardo), talvez iria com mais cautela por estar no início, talvez ele tenha se retraído em algumas coisas, que talvez na Ponte ele faria e no Palmeiras, não. Isso é natural do ser humano em querer se proteger", admitiu, sempre tentando passar apoio ao treinador demitido.

Independente de qualquer coisa, Moisés minimizou toda a repercussão negativa que se instaurou no Palmeiras principalmente depois que a equipe perdeu para o Jorge Wilstermann, pela Libertadores da América.

"Toda vez que a gente perde surge esse papo sobre a reformulação, se o grupo está o grupo rachado, se não está. Não tem nada disso, o elenco é tão bom quanto (o de 2016), tanto tecnicamente quanto no vestiário", concluiu o jogador.
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