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Felipe Melo escreve carta de próprio punho em recurso à Conmebol


Punido pela Conmebol com seis jogos de suspensão - dois já cumpridos na Libertadores - em função dos incidentes no duelo de Montevidéu contra o Peñarol, Felipe Melo participou da elaboração do recurso enviado nesta terça-feira pelo departamento jurídico do Palmeiras à confederação sul-americana de futebol.

O volante escreveu de próprio punho uma carta em que diz ter sido acuado pelos jogadores uruguaios ao final da partida, depois de ter levantado os braços ao céu. Atitude que, como o clube já argumentou na defesa inicial, ele frisa ser recorrente depois de vitórias. Segundo o jogador, trata-se de um gesto religioso, de agradecimento.

Na carta anexada ao recurso, Felipe Melo reforça que desferiu dois socos em Matías Mier (jogador do Peñarol) a fim de se defender, depois de ter dado diversos passos para trás na tentativa de escapar da confusão. Mier e mais dois uruguaios levaram cinco jogos de gancho da Conmebol, punição menor do que a do brasileiro.

O departamento jurídico tem confiança na redução da pena ao jogador. Nos bastidores da Conmebol, a informação é de que o presidente Alejandro Dominguez teria ficado contrariado com a decisão tomada pelo Tribunal de Disciplina. No entendimento do dirigente, o gancho aos uruguaios deveria ter sido pesado.

Além da briga em campo, houve confronto na arquibancada entre torcedores brasileiros e uruguaios. Denunciado em diferentes do regulamento disciplinar, o Palmeiras recebeu pena de três partidas sem torcida como visitante, enquanto o Peñarol foi penalizado com um jogo de portões fechados.

Por entender que foi vítima em todos os episódios, o Palmeiras considerou injustas as punições. Além do recurso enviado nesta terça-feira para o caso de Felipe Melo, os advogados recorrerão até quinta para tentar diminuir a sanção imposta ao clube em si.
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