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Cuca vê ‘dias bem trabalhados’ antes de reestreia e pede paciência com Palmeiras


Depois de ficar cerca de cinco meses longe do Palmeiras, o técnico Cuca está de volta e já fará a sua reestreia pelo clube no próximo domingo (14), às 16h, diante do Vasco, no Allianz Parque, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Campeão da competição nacional em 2016, o comandante vê uma equipe menos pressionada nesta temporada, mas pede cautela com a evolução do Alviverde dentro das quatro linhas.

“Eu venho mais ou menos na mesma época em que eu vim no ano passado, um pouco mais tarde. Mas agora tenho conhecimento bom da casa, do ambiente dos jogadores, dos torcedores e do Allianz Parque. É um pouco mais fácil. Lógico que tenho a minha maneira de trabalhar, aos poucos a gente vai adaptando a equipe para fazer o que imaginamos. Pode ser que tudo aconteça bem no primeiro jogo, segundo ou terceiro, só o tempo dirá. Mas posso dizer que foram quatro dias bem trabalhados, temos mais um amanhã (sábado), e aí iremos com confiança para fazer um bom jogo”, projetou, que entende a cobrança por bons resultados em 2017.

“Quando eu cheguei pela primeira vez, eu tinha dois anos de China. Quer queira ou não, dá uma desatualizada. Eu não tinha conhecimento do Palmeiras porque havia passado por aqui em 1992, fazia muitos anos. Hoje eu tenho conhecimento e o time não vive um mau momento. Hoje é um momento diferente, a pressão existe e a responsabilidade é maior em função da conquista que tivemos e do investimento que foi feito. Com este investimento, automaticamente isso te obriga a chegar entre os primeiros. Mas isso não te dá a certeza de nada. Temos de trabalhar bem, assim como temos trabalhado, sempre com a confiança exalando nos jogadores”, afirmou.

Já sobre o confronto com o Vasco, Cuca revelou que já tem em mente a sua formação inicial, com exceção do ataque. “Treinei com o (Róger) Guedes e o Willian. Com o Guedes, eu ganho velocidade. Com o Willian, eu ganho um homem com definição para ficar junto com o centroavante. Escolherei entre os dois qual iniciará o jogo”, contou. “Quando você tem um sistema que você gosta de jogar, marcando pressão no adversário, você tem um desgaste físico maior. Tem de se enquadrar na filosofia, e o tempo vai caminhando e os jogadores se adaptando”, emendou, comentando também sobre o seu método de trabalho.

Por fim, o técnico fez um pedido especial à torcida do Palmeiras. “A melhor coisa que o torcedor pode fazer não é gritar o meu nome, é ter paciência com os jogadores. Mesmo errando uma situação ou outra, eles precisam apoiar porque no fim os jogadores deixarão tudo lá dentro. Se o torcedor tiver esta paciência com os jogadores, pode ter certeza que jogarão em altíssimo nível porque se entregarão dentro de campo, e aí a técnica aflorará”, finalizou.
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