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Segurança orientou Felipe Melo a se defender para que não apanhassem


Os 20 seguranças que o Palmeiras levou para Montevidéu não foram suficientes para defender os atletas, comissão técnica e diretoria na confusão que se instaurou no Estádio Campeón del Siglo, após o apito final da partida contra o Peñarol. No desembarque da equipe, o segurança do clube, André Silva, relatou como foi a confusão, negou qualquer agressão por parte dos alviverdes e disse que orientou o volante Felipe Melo a se defender.

“Eu fiquei no canto do portão quando acabou o jogo, porque já sabia que eles iam querer pegar o Felipe Melo lá. Na hora que começou a discussão eu tentei entrar no gramado e eles me barraram, aí eu empurrei o segurança e entrei. Os próprios seguranças deles estavam tentando nos agredir. Eu peguei o Felipe e tirei do campo, mas quando nós chegamos no portão, eles fecharam. Nós empurramos até abrir ao contrário. O portão abria para fora e nós empurramos para dentro”, disse André, antes de destacar os momentos vividos ao lado do camisa 30.

“Em momento algum nós agredimos alguém. Eu mesmo, correndo, de costas para a briga, estava protegendo o Felipe Melo. Até falei para o Felipe: ‘Fica espero que eu vou estar de costas. Eu vou proteger você, mas se vier alguém, você se defende, senão vamos apanhar’. Quando conseguimos entrar no corredor do vestiário foi a mesma coisa, eles vieram em um monte de gente, jogador, segurança, tentando invadir a nossa parte. Graças a Deus conseguimos evitar o pior ali”, completou.

A confusão entre os atletas se estendeu para as arquibancadas no Campeón Del Siglo. Os palmeirenses, que já havia reclamado de duas bombas terem estourado em sua torcida, ficaram acuados pelos uruguaios e teve início uma troca de agressões e objetos arremessados através das grades de proteção. De acordo com André Silva, toda a violência teve aval dos seguranças locais.

“Eu vi alguns torcedores deles tentando pular, não sei se conseguiram. Eu temi, sim. No momento em que começou a briga no campo, o chefe da segurança deles olhou para os caras e fez um gesto do tipo: ‘deixa eles se matarem’. Eu pensei que ia ter um problema maior, porque eles estavam na maldade contra nós”, completou, antes de negar novamente as agressões dos seguranças palmeirenses, deixando claro a prioridade de defender os atletas.

“Se eu fosse para a agressão, garanto que um deles eu iria levar comigo. Nenhum segurança nosso agrediu. Fomos lá para proteger e usamos nosso tamanho para apartar a briga. Em momento algum eu virei para trocar socos com alguém. A minha preocupação era a integridade física dos jogadores, porque eles são patrimônio do clube, custam caro. Imagina se o Felipe Melo se machuca para o próximo jogo. O Zé Roberto, o Tchê Tchê… Quando eles vêm aqui, a gente põe segurança nosso para cuidar deles, faz tudo do melhor. E lá a gente é sempre maltratado”, concluiu.
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