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Eduardo relata papo no vestiário e vê Verdão 'sair mais forte do que entrou'


A reação dos jogadores no vestiário do Allianz Parque após a eliminação do Palmeiras do Campeonato Paulista, diante da Ponte Preta, pode significar o início da reação da equipe. Pelo menos é o que pensa o técnico Eduardo Baptista. Ele acredita que a equipe sai da competição "mais forte do que entrou". Derrotado por 3 a 0 em Campinas, o Verdão venceu em casa por 1 a 0 e não conseguiu chegar à decisão estadual.

- O vestiário estava muito triste, mas quando nos fechamos alguns jogadores pediram a palavra e deram depoimentos importantes. Aí a gente acredita que houve essa maturação. A lição foi muito dura. Entramos devagar e fomos eliminados em Campinas. Eles sentiram isso. Bom que não precisamos falar nada, eles mesmos falaram. No fim, eu só agradeci pelo empenho tático e físico que eles tiveram. Na preleção eu comentei com eles que tínhamos só uma certeza: que a torcida sairia orgulhosa. A gente tinha que brigar, deixar tudo no campo, e esse pedido meu e de toda a comissão eles acataram fielmente - disse o treinador.

- Lideramos a competição em todos os quesitos. Fica um sentimento triste porque a gente sentiu que poderia ter feito algo mais. Esses 30 minutos em Campinas custaram muito caro. Fica a lição. Temos a Libertadores, logo tem Copa do Brasil, Brasileiro. Vejo um time saindo mais forte do que entrou. Acho que esses dois confrontos maturaram a equipe - analisou Eduardo.

Com 34 pontos, o Palmeiras continua sendo o time que mais pontuou no Paulistão. O Corinthians, que se classificou à decisão, tem 32. Esse fator foi citado não só pelo técnico, mas também pelos jogadores e até pelo presidente do clube, Maurício Galiotte, como uma prova de que a eliminação foi fruto de um jogo infeliz, e não de um trabalho ruim.

- O Palmeiras fez a melhor campanha e foi eliminado por 20 minutos em Campinas. Fica a lição de que não adianta só o nome. Tem de brigar, lutar. Fomos eliminados em Campinas. Essa conversa tivemos no vestiário, eu falei, alguns jogadores se posicionaram. Com a entrega do jogo de volta, o resultado em Campinas não seria nem perto do que foi - analisou Eduardo Baptista.

As atenções agora ficarão voltadas exclusivamente para a Copa Libertadores. Com sete pontos em três rodadas, o Palmeiras lidera o Grupo C, e está em situação tranquila neste momento. Mas tropeços diante do Peñarol (URU), quarta-feira, e do Jorge Wilstermann (BOL), na semana que vem, podem mudar o panorama e deixar o técnico bastante pressionado. Os dois jogos serão fora de casa. Os bolivianos têm seis pontos, um a menos que o Verdão, enquanto os uruguaios têm três. O Atlético Tucumán (ARG) é o lanterna, com um.

- Não é questão de dar. Tem de mudar a chave. A torcida canta que a Libertadores é obsessão, então temos de mudar o quadro. Vamos encontrar a Ponte Preta de amarelo e preto lá, não podemos repetir aqueles 30 minutos dormindo - alertou Felipe Melo.

- A gente queria ganhar essa competição. O Palmeiras entra em qualquer campeonato para vencer, mas temos que tirar algumas coisas positivas, como a nossa entrega dentro de campo. A gente mostrou nossa força dentro de casa e mostrou sobretudo essa gasolina que vem de fora para dentro, que é a torcida. Eles souberam reconhecer isso no fim do jogo. Não estamos felizes, porque fomos eliminados, mas deixamos tudo dentro de campo e isso é importante - acrescentou o camisa 30.
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