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Eduardo Baptista cita 'carinho' pelo clube que projetou carreira do pai


Quis o destino que, no primeiro mata-mata no comando do Palmeiras, o técnico Eduardo Baptista fizesse uma viagem ao passado. O adversário pela frente, o Novorizontino, faz parte da história da família do treinador. Foi na cidade de Novo Horizonte, onde será o primeiro duelo pelas quartas de final do Paulistão, neste domingo, que seu pai, o também treinador, Nelsinho Baptista, foi projetado com mais pompa ao mundo do futebol. E de forma surpreendente, levando o clube do interior a uma final com o Bragantino, numa decisão inédita de um Campeonato Paulista entre duas equipes do interior - a equipe de Bragança Paulista, treinada pelo também iniciante Vanderlei Luxemburgo, acabou campeã.

No mesmo ano, Nelsinho acabou se consagrando ao ser campeão brasileiro pelo Corinthians. Depois, ganhou dois Paulistas, um pelo Timão (1997) e outro pelo São Paulo (1998), além da Copa do Brasil pelo Sport (2008). 

Em entrevista ao "Seleção SporTV" nesta sexta-feira logo após a coletiva, Eduardo Baptista lembrou com carinho do clube que será adversário neste domingo mas faz parte da vida de seu pai e da família Baptista.

- O Novorizontino montou uma grande equipe, forte, qualificada, fez um bom trabalho, tem um treinador experiente e competente, que é o Silas, fez por merecer estar nessa decisão junto com a gente. E pelo Novorizontino eu tenho um carinho grande, foi uma cidade que lançou o Nelsinho, meu pai, para as grandes equipes, em 90, e eu ainda na faculdade, tentando ser jogador, era juvenil da Ponte Preta... um jogador médio. Pude ir muito pouco a Novo Horizonte, acho que fui umas duas vezes, mas acompanhei todas as finais, e a gente fica contente por ver de novo o Novorizontino forte e disputando finais com equipes grandes como o Palmeiras.

Sobre o primeiro mata-mata comandando o Palmeiras, Eduardo Baptista mostrou confiança na equipe e a considera pronta para a reta final do Paulistão.

- A gente se preparou pra isso, sabia que neste momento iam começar os mata-matas. Todo o trabalho foi direcionado pra isso. Conseguimos fazer uma pontuação, rodamos todo o elenco, pudemos observar todos os atletas em competição, criamos uma espinha dorsal, era um objetivo nosso. Temos um time pronto com excelentes opções para entrar. E um time maduro, procuramos na montagem do elenco e desse time olhar para esse lado para que chegue numa hora de decisão e tenha frieza na hora de fazer o que tem de fazer: ganhar o jogo.
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