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Dívida do Palmeiras com Paulo Nobre cai para R$ 115 milhões


Depois de quase quatro anos como presidente do Palmeiras, Paulo Nobre já iniciou a contagem regressiva para deixar o cargo - ele dará posse a Maurício Galiotte, seu candidato a sucessão, no início de dezembro. E a dívida atual do clube com o atual mandatário é de aproximadamente R$ 115 milhões. A conta, que pode ser considerada alta, já foi bem pior dois anos atrás, quando o Verdão devia mais de R$ 200 milhões.

De acordo com dados obtidos pelo Blog da reunião do COF (Conselho de Orientação Fiscal) do Palmeiras, na noite desta segunda-feira, o Palmeiras tem duas pendências com Nobre: uma no valor de R$ 76 milhões e outra de R$ 38,8 milhões. 

Para quitar o primeiro montante, o clube tem reservado aproximadamente 10% de seu faturamento mensal. Já a segunda dívida custa R$ 400 mil por mês. 

Paulo Nobre começou a colocar dinheiro logo no primeiro mês de sua gestão, em janeiro de 2013. Inicialmente, ele foi avalista de empréstimos bancários. Mas logo percebeu que a operação sairia bem mais cara ao Palmeiras e decidiu emprestar seu próprio dinheiro, com juros bem inferiores aos praticados no mercado. 

Em 2015, a fim de ajudar no abatimento da dívida, o presidente tomou para si os direitos econômicos dos argentinos Tobio, Mouche, Allione, Cristaldo, além do brasileiro Leandro e do paraguaio Mendieta. Com a manobra, foram R$ 40 milhões a menos de débito. Em setembro passado, por exemplo, o Verdão quitou os R$ 400 mil de um dos empréstimos e repassou cerca de R$ 1 milhão como “lucro”.

Desta maneira, o resultado operacional foi de superávit de R$ 44 mil em setembro. Muito pouco se comparado aos R$ 43 milhões no azul de agosto - tal valor só foi obtido por causa do pagamento da primeira parcela da compra de Gabriel Jesus, feita pelo Manchester City.

Além dos R$ 200 milhões injetados no Palmeiras, Nobre está doando outros R$ 5 milhões que bancarão a conclusão das obras na Academia de Futebol. As construções de uma concentração e de um moderno centro de recuperação física haviam sido interrompidos no início do ano por causa da briga com a Crefisa. Os R$ 5 milhões não serão incluídos na dívida com o presidente.

Recentemente, o COF também orientou Nobre a ficar com R$ 18,5 milhões do prêmio pela assinatura de um contrato de TV, para descontar a dívida. O presidente não aceitou, aplicando o dinheiro - ele só poderá ser retirado a partir de 2019 pelo então presidente palmeirense, quando passa a vigorar o período do contrato.
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