-

" Louco de saudade ", Leandro Pereira comemora retorno e lembra terrorismo na Bélgica


Reencontrar a felicidade: esse foi o objetivo de Leandro Pereira ao aceitar a proposta do Palmeiras nesta temporada, de acordo com ele próprio. O atacante deixou o Brugge, da Bélgica, para assinar contrato de empréstimo com seu ex-clube até julho de 2017. E está mais do que satisfeito com a própria decisão.

Leandro criou identificação com o Palmeiras rapidamente. Em 30 jogos no ano passado, marcou dez gols. Não pensou duas vezes ao receber uma ligação de Alexandre Mattos, diretor de futebol do clube, que sugeriu sua volta para reforçar o clube no Campeonato Brasileiro deste ano. E se emocionou com a reestreia, no empate por 1 a 1 com o Santos, na última terça, na arena.

– Quando ele (Cuca) me chamou, falou que eu ia entrar no lugar do Barrios, fiquei até meio sem palavras. É algo que eu queria. Fiquei muito feliz. Agora é retribuir a confiança que ele tem tido em mim e trabalhar – contou, em entrevista coletiva na Academia de Futebol, sem o protocolo tradicional de apresentação para novos contratados. 

O atacante foi sincero ao falar sobre os problemas de adaptação que teve no futebol europeu, potencializados por uma lesão no tornozelo que o tirou dos gramados por quase três meses.

– Eu não tive a felicidade na Bélgica que eu tive aqui. Senti falta dos jogos, de jogar como eu estava aqui, de marcar gols. Da língua, de tudo. Foi bem complicada minha adaptação. Eu estava louco de saudades daqui. Precisava me sentir importante de novo. Aqui encontrei essa felicidade que tanto buscava – explicou.

– Tive problema de adaptação para entrar no ritmo, joguei quatro ou cinco jogos e me machuquei. Depois tivemos uma mini pré-temporada, consegui fazer, e quando fui voltar, tive outra lesão. Isso me desmotivou muito. O time já estava embalado, já sendo campeão belga, eu entrei nos jogos, mas faltando 10, 15, 20 minutos.

Um ataque terrorista ao aeroporto de Bruxelas, em março deste ano, só ampliou a vontade de Leandro Pereira de voltar para seu país de origem. No dia da explosão, o atleta estava a caminho da capital belga, para tomar um avião, e levou um susto marcante.

– Esse problema de terrorismo foi um fator que também influenciou. No dia que explodiram o aeroporto, eu estava indo para lá. Faltando 30 minutos, começou uma gritaria no ônibus, paramos, porque tinham explodido. Depois desse dia fiquei pensativo. Já é um país complicado de se viver. Depois disso ficou mais complicado ainda, você não podia sair de casa, ir a um restaurante, a um cinema, porque tinha essas ameaças. Graças a Deus estou aqui – relembrou.

Share on Google Plus

About Vinicius Santos

    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários:

Postar um comentário