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Dudu assume pressão no início e associa evolução a Marcelo Oliveira


Decisivo na final da Copa do Brasil, Dudu terminou a última temporada como artilheiro do Palmeiras. Na tarde desta terça-feira, dois dias depois de marcar no triunfo sobre o Botafogo-SP, o atacante assumiu a pressão no início de sua trajetória no clube e associou o sucesso ao técnico Marcelo Oliveira.

Antes de acertar com o Palmeiras, Dudu foi intensamente assediado pelos rivais Corinthians e São Paulo. Assim, o atacante, na época com 23 anos recém-completados, chegou ao Palestra Itália cercado por grande expectativa da torcida e da imprensa, o que acabou atrapalhando.

“Sempre que chega uma contratação grande, tem aquela pressão um pouco maior. No começo, não fui muito bem e aconteceu o episódio da final do Campeonato Paulista”, disse Dudu, que errou um pênalti na primeira partida da final contra o Santos e acabou expulso de forma precoce na decisão.

“Depois disso, percebi que precisava mudar e dar uma resposta melhor ao dinheiro que foi investido em mim. O que aconteceu na final do Paulista não vai se repetir. Estou com a cabeça focada só no futebol e com certeza daqui para a frente vai ser melhor ainda”, afirmou.

Para Dudu, a chegada ao Palmeiras do técnico Marcelo Oliveira, sucessor de Oswaldo de Oliveira, também foi relevante em seu sucesso. Sob o comando do atual treinador, contratado em junho do ano passado, o atacante passou a atuar mais centralizado. O camisa 7, comparado ao ídolo Edmundo por alguns, terminou 2015 com 16 gols marcados.

“A chegada do Marcelo com sua comissão técnica ajudou bastante. Eles conversaram comigo, falando que eu precisava entrar mais na área para fazer gols. Fiquei feliz com esse papo e graças a Deus estou podendo retribuir. Jogando mais centralizado, perto dos atacantes e com liberdade de movimentação, as chances estão surgindo”, declarou.

Dudu ainda lembrou que, jogando aberto na ponta, tinha alguma responsabilidade na marcação, algo com que não precisa se preocupar centralizado. A proximidade com o companheiro Robinho, conta o atacante, facilita ainda mais o entrosamento e a dinâmica em campo.

“Eu e o Robinho somos amigos. Conversamos dentro e fora de campo. Ele visita minha casa e eu vou na dele. Temos que ter um bom entrosamento”, afirmou Dudu, convicto sobre suas preferências. “Todos falam que rendo mais aberto, mas joguei assim no primeiro semestre do ano passado e não fazia muitos gols”, reiterou.



Fonte: Gazeta Esportiva
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