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Vitor Hugo vibra por esforço em 1ª taça: “Quebrei a cara pelo Palmeiras”


Aos 24 anos, Vitor Hugo sofreu para conseguir o primeiro título de sua carreira. Em sua temporada inicial como jogador do Palmeiras, o zagueiro até teve fratura na face ao longo de 2015 e acabou nem vendo o segundo gol do time na final da Copa do Brasil por cortar a boca ao dar a assistência para Dudu.

“Quebrei a cara pelo Palmeiras e, na final da Copa do Brasil, cortei toda a boca. Mas está valendo, o importante é o título. Eu nunca tinha sido campeão na carreira. E nem sei explicar como é ser campeão. É a melhor sensação do mundo”, sorriu o jogador para a Gazeta Esportiva.

A fratura na face ocorreu em 8 de julho, quando o zagueiro ganhou dividida pelo alto com William, do Avaí, se chocou com a cabeça do adversário e sofreu concussão cerebral, chegando a ficar alguns segundos desacordado. A lesão o tirou dos campos por cerca de um mês, mas, mesmo assim, o zagueiro foi o atleta de linha com mais partidas do elenco no ano – seus 58 jogos só são superados pelos 68 de Fernando Prass.

A participação decisiva no compromisso mais importante do ano também chegou sob dores para Vitor Hugo. No lance do segundo gol de Dudu, o zagueiro bate a boca na nuca de seu marcador ao ajeitar de cabeça para o atacante só desviar para as redes. Vitor Hugo acabou nem vendo a conclusão do lance, misturando a alegria do gol – desconfiou pela festa do estádio – ao susto pela sensação de ter perdido os dentes.

“O Robinho ia bater a falta e apontei para ele jogar a bola para onde eu iria. Ele só balançou a cabeça, meteu a bola e pensei que não podia perder porque o jogo estava acabando. Subi mais que meu marcador, cabeceei para baixo e minha boca bateu na nuca dele. O aparelho cortou todo meu lábio. Fiquei lá gemendo de dor, engolindo sangue pra caramba e os caras comemorando. O Rafa chegou e falou que foi gol”, lembrou. “Vi o Dudu vindo e achei que tinha sido gol, mas estava com muita dor, achei que estava banguela, sentindo gosto de sangue na boca.”

Só mais um lance de esforço para o zagueiro que, em fevereiro, foi vilão em Derby ao ver um recuo seu para Prass virar um passe para o gol do Corinthians no Palestra Itália. Desde então, Vitor Hugo se identificou com o Palmeiras e convenceu tanto que o clube desembolsou US$ 1,5 milhão por 50% de seus direitos econômicos, prorrogando o fim de seu contrato para 31 de agosto de 2020.

“É impressionante a grandeza que o Palmeiras tem. Desde o meu casamento, quando o meu empresário disse que eu viria para cá, vi quantos torcedores o Palmeiras tem. Deu para reparar mesmo que o Palmeiras é gigante. Não tem como não se apegar”, celebrou o zagueiro, que só não pode desfrutar muito da primeira medalha de campeão da carreira.

Vitor Hugo subiu no pódio da Copa do Brasil com o filho Pietro no colo e o deixou receber a medalha. Acabou ficando sem o símbolo de sua glória para manter a felicidade do menino. “Meu filho tem dois anos, para ele tudo é festa. Corri com ele pelo campo. Ele que recebeu minha medalha no pódio e agora fala que é dele, não larga mais. Ele canta o hino, curtiu demais este ano. Espero que, no ano que vem, curta mais ainda”, comentou.



Fonte: Gazeta Esportiva
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