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Em recuperação, Gabriel admite que faz falta ao Palmeiras: 'Sou importante'


Gabriel chegou ao Palmeiras no começo da temporada e em poucos meses tornou-se um dos pilares do time alviverde. Fora da equipe há três meses por causa de uma grave lesão, o volante é apontado pelos torcedores como essencial ao esquema tático.

Em entrevista exclusiva ao UOL Esporte, Gabriel admite que se sente importante para o Palmeiras. Na metade do período de recuperação, o volante, que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito, dá detalhes da atual rotina -- o atleta voltou a correr no campo na semana passada.

Gabriel também falou sobre a decisão contra o Santos na Copa do Brasil. De acordo com ele, o Palmeiras tem chance de vencer, mesmo em pior momento que o rival. O volante traça uma meta: voltar a jogar na Libertadores, competição que o time alviverde luta para fazer parte, tanto na Copa do Brasil quanto no Campeonato Brasileiro.

UOL Esporte: Como está sua rotina após a lesão?

Gabriel: A rotina muda completamente. Estava acostumado a viajar com o grupo, concentrar, ir aos jogos, a adrenalina do jogo. Isso muda bastante. Mas todo dia eu trabalho aqui, na recuperação. A maioria dos dias faço dois períodos. Não dá nem tempo de lamentar a contusão. Ou descansar. Tenho de trabalhar. Nessa fase tenho que trabalhar dobrado. Depois da cirurgia sempre é complicado. Se for bem feito, voltarei ainda melhor. Isso que estou fazendo. Tenho certeza que vou voltar melhor do que estava. Nessa fase estou muito com a minha família e os amigos.

Quais os próximos passos?

Estou há três meses e uma semana na recuperação. A previsão é de seis meses. Acredito que estou muito evoluído, estou me sentido muito bem e confiante. Estou no período de voltar aos campos, de fisioterapia. Mudança de direção tem de segurar um pouco, para não prejudicar a recuperação que está indo muito bem. Em dezembro não vou parar. Estarei numa fase que não posso perder. Não terei férias, mas não vejo problema algum. Não vejo a hora de voltar a jogar bola. É um passo à frente para voltar melhor.

Você se sente como um dos pilares do time?

Eu sou um jogador importante, pelo momento que o Palmeiras passava, pelo jogos que vínhamos fazendo. Foram seis vitórias e um empate. O time estava muito bem e eu estava fazendo bons jogos. Estava no meu melhor no Palmeiras, um dos melhores na minha carreira. Todos sentiram a ausência. Foi a minha, mas poderia ser de qualquer outro jogador. Estou com a cabeça boa, vejo que o Marcelo está tentando suprir a ausência de todos os jeitos. Não vejo a hora de voltar.

Você faz falta ao Palmeiras?

Existem jogadores de muita qualidade aqui, com mais experiência. Sei que sou um jogador importante, pelo característica de jogo que tenho, de marcação e saída de jogo. Aqui em pouco jogos fiz dois gols. Estava em um momento de muita confiança, dando assistências também. Eu sinto que sou importante. Apesar de jovem, sei que posso falar, eu tenho uma liderança dentro do grupo. Vou levar isso para as outras temporadas.

O Palmeiras encara essa partida como uma revanche?

Por parte do Santos tem algumas provocações, pelo momento que eles vivem. É o estilo deles e respeitamos. Mas dentro de campo é 11 contra 11 e é decisão de Copa do Brasil. Não tem favoritismo que vai entrar em campo. Não tem quem está melhor no Brasileiro e quem está pior. São dois jogos de 90 minutos. O Palmeiras está muito concentrado nessa decisão. tenho certeza que seremos campeões em cima do Santos. Ficou um gostinho amargo no Campeonato Paulista. Deus nos deu a chance de decidir de novo contra eles.



Fonte: UOL Esportes
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