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Na Justiça, Palmeiras quer decidir síndico de prédio onde atletas são acusados de baderna


Na semana passada, o Palmeiras começou uma briga inusitada no Poder Judiciário. O clube ingressou com uma ação declaratória com pedido de tutela antecipada exigindo escolher o síndico do Condomínio Edifício Yara, onde moram alguns atletas das categorias de base vinculados ao clube.

O time alviverde é proprietário de cinco apartamentos no local, que fica na Rua Padre Antonio Tomás, logo atrás do Allianz Parque, no bairro de Água Branca, em São Paulo. Já que o condomínio é subdividido em oito partes iguais e indivisíveis, a agremiação palestrina se considera detentora da maioria das cotas condominiais.

O fato também rende ao Palmeiras a maior parte dos votos nas assembleias gerais do condomínio, mas o clube alega que desde o fim do ano passado alguns moradores passaram a querer reduzir para apenas um voto alviverde, sob alegação de que cada condômino teria direito a apenas um voto, independente de quantos apartamentos fosse proprietário.

Dessa forma, no fim do ano passado foi escolhido um síndico sem o aval do Palmeiras, o que fez com que o time impugnasse a eleição. Mas, uma das moradoras, chamada Sra. Madir, em conluio com o Sr. Nagib, se autoproclamou síndica e passou a praticar diversas ilegalidades contra a agremiação palestrina e seus representantes no prédio, segundo o clube.

Entre as reclamações do Palmeiras estão o fato de a Sra. Madir estar autorizando o Sr. Nagib a desligar o registro hidráulico do condomínio diariamente, o que vem causando transtornos aos funcionários palestrinos que ali residem, entre outros problemas burocráticos que têm ocorrido no local.

O Palmeiras conquistou vitória na Justiça na semana passada, depois de o juiz Antônio Carlos de Figueiredo Negreiros conceder a tutela antecipada e requisitar que o síndico fosse, a pedidos do clube, a pessoa que exerceu a função no biênio anterior, no caso o sr. Odair Luciano Cavalli. Na última terça, o novo síndico já compareceu em cartório e registrou o fato.

A revolta dos moradores se deve ao fato de ali residirem geralmente atletas das categorias de base do Palmeiras o que, segundo processo anterior que corria na Justiça, gera entreveros aos residentes. Eles reclamam desde 2008 nos tribunais de que os jogadores promovem churrascos com barulho, festa, algazarra, arremesso de objetos pela janela e pichações.

O Palmeiras foi condenado a retirar os jovens do edifício, mas jamais cumpriu a decisão judicial. Há três anos, ainda fez acordo com o condomínio encerrando o imbróglio. Mas o síndico da época era ninguém menos que o próprio Odair Luciano, que foi comprovado posteriormente ser funcionário do clube. O processo foi extinto em março desse ano.

Procurado, o Palmeiras não costuma comentar os processos que correm em nome do clube no Poder Judiciário.

Fonte: ESPN
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