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Gabriel Jesus luta para superar timidez e lidar com fama no Verdão


Existe algo que parece causar muito mais temor em Gabriel Jesus do que qualquer marcador: a popularidade. O atacante de apenas 18 anos e que carrega nas costas uma expectativa gigantesca em brilhar com a camisa do Palmeiras, desde que foi promovido, nunca foi tão falado e saudado quanto nas últimas horas, após grande partida contra o Cruzeiro, quarta-feira, no Mineirão, pela Copa do Brasil. Nesta quinta-feira, ele foi o mais cobiçado no desembarque da equipe em São Paulo e sua missão é começar a saber lidar com os holofotes.

"Eu sou um cara tranquilo e não gosto de badalações. Prefiro ficar na minha", disse o garoto, assim que chegou em São Paulo. Ao mesmo tempo em que o Palmeiras tenta fazer ele se acostumar com a badalação, o segura para não deixá-lo se empolgar demais.

No dia a dia, Gabriel mudou pouco ou quase nada do que era no início do ano, quando foi promovido pelo técnico Oswaldo de Oliveira. Ele deixou a casa humilde onde vivia com a mãe no Jardim Peri e está morando em um novo imóvel alugado, com melhor estrutura. Como ainda está tirando a carta de motorista, cabe a seu irmão a missão de levá-lo e buscá-lo nos treinamentos.

Entre os jogadores, o garoto é muito querido e respeitado, mesmo sendo tão jovem. Algo que todos entendem que ele precisa melhorar é sua desenvoltura, afinal de contas, deve crescer muito em popularidade nos próximos dias e jogos.

O garoto, de origem humilde, é excessivamente tímido quando está com pessoas que não conhece tão bem, mas se é um jovem feliz e sorridente no meio dos amigos.
Com a bola no pé, ele começou a ser olhado como um candidato a fenômeno no ano passado, quando marcou 37 gols em 22 jogos pelo Campeonato Paulista Sub-17 e despertou o interesse de vários clubes do Brasil e do exterior. O Palmeiras tratou de renovar seu contrato e, após nove meses, entrou em acordo com seus empresários em um acerto polêmico.

Gabriel assinou contrato válido por três anos, com renovação automática por mais dois e seu salário passou a ter um aumento progressivo, além dos bônus que ele passou a ganhar por cada vez que entrasse em campo. O salário passou de R$ 2,5 para R$ 15 mil no primeiro ano, R$ 25 mil no segundo, R$ 35 mil no terceiro, R$ 45 mil no quarto e R$ 60 mil no quinto ano. A multa para tirá-lo do clube pulou de R$ 3 milhões para R$ 30 milhões.

Fonte: Estadão
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