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Verdão comemora aniversário de 15 anos do título da Copa dos Campeões


Campeão da Libertadores em 1999, o Palmeiras, mesmo com saídas de jogadores importantes, manteve a fase ‘copeira’ em 2000. Em meio a uma reformulação, o Verdão conquistou o Rio-São Paulo no primeiro semestre, foi vice das Américas (perdendo para o Boca Juniors-ARG nos pênaltis na decisão) e, até mesmo sem Felipão, levantou o troféu da Copa dos Campeões em julho. Relembre, com as reminiscências do ex-atacante Basílio, o título alviverde que completa neste sábado (25) 15 anos.

“Foi muito importante ter conquistado a Copa dos Campeões porque, apesar de algum desmanche, não deixamos de fazer grandes jogos, chegar a finais e ganhar títulos para o Palmeiras. Além disso, pudemos levar o clube novamente para a Libertadores”, recordou o ex-atleta, à época contratado como destaque do Coritiba.

“Quando joguei no Coritiba, o futebol paranaense não era tão badalado como hoje. Então, vim para o Palmeiras com uma responsabilidade grande, sobretudo pelo fato de ter de substituir estrelas e ídolos da torcida. Saíram dez ou 11 jogadores de alto nível. Mas ficou uma espinha dorsal, formada por Marcos, Arce, Júnior, Galeano, César Sampaio, Alex e Euller, e isso nos ajudou muito. Eu era jovem e desconhecido, assim como Juninho, Paulo Turra, Pena, entre outros”, disse.

E a tal espinha dorsal, que perdeu ainda mais peças após a Libertadores, conseguiu sobressair mesmo com uma dolorosa derrota na final do torneio continental, em São Paulo-SP, e com a saída do técnico Luiz Felipe Scolari. “A gente ficou triste. 

Empatamos com o Boca por 2 a 2 na La Bombonera, jogando bem, e empatamos sem gols em casa. Ou seja, se fosse com as regras atuais, seríamos campeões. Seria o bi do clube. Mas, apesar da frustração e da saída do Felipão (que foi para o Cruzeiro), seguimos com a cabeça em pé”, lembrou Basílio.

Naquele ano de 2000 foi disputada a primeira edição da Copa dos Campeões, torneio nacional realizado até 2002 com o objetivo de indicar um dos representantes brasileiros na Libertadores da temporada seguinte. Em 2000, participaram da competição (sediada nas cidades de João Pessoa e Maceió) o campeão estadual do Rio (Flamengo), o campeão paulista (São Paulo), o campeão do Torneio Rio-São Paulo (Palmeiras) e o campeão da Copa do Nordeste (Sport), além dos finalistas da Copa Sul Minas (América-MG e Cruzeiro) e os finalistas do triangular realizado entre os vencedores da Copa Norte (São Raimundo), da Copa Centro-Oeste (Goiás) e o vice da Nordeste (Vitória).

Para chegar à grande final, os adversários batidos foram Cruzeiro e Flamengo. Na decisão, o Alviverde, comandado por Murtosa, derrotou o Sport, no Estádio Rei Pelé, em Maceió-AL. O gol da vitória por 2 a 1 e do título foi do atacante Alberto, à época míope confesso. “Sim, o Alberto não enxergava muito bem (risos). Atualmente, ele usa óculos inclusive. Mas vale lembrar que na jogada do segundo gol eu errei o chute, bati muito mal e a bola escorou no zagueiro e sobrou para ele. Ainda bem que naquela hora a miopia dele não atrapalhou (risos)”, relembrou Basílio, que quase ficou fora da final.

“Tem um detalhe engraçado. O meu contrato e do Galeano acabavam um dia antes da final. A gente conversava e estava difícil de renovar. Chegamos até a abrir isso para o elenco. Foi uma situação complicada, o valor não era o que eu queria. Mas pensei comigo mesmo e ser campeão, e fazer história aqui falou mais alto. Enfim, renovei o contrato dois dias antes da final e lá no Nordeste (risos)”.
Basílio, que encerrou a carreira em 2011 e depois voltou de vez para Andradina-SP, sua cidade natal e onde mantém há muito um projeto que forma talentos para o futebol, terminou o ano de 2000 com 59 jogos e nove gols. Só Galeano, com 62, e Tiago Silva, com 65, atuaram mais vezes.
“Não sabia desses números e isso me deixa contente. Não foi fácil, como disse, substituir nomes como Evair, Paulo Nunes, Oséas e Euller, e eu sofri muito com lesões no Palmeiras. Mas até hoje a torcida me trata muito bem, com muito respeito, relembra esses títulos que conversamos e isso me deixa muito feliz. Fiz história e o Palmeiras está no meu coração”.

Fonte: Site Oficial
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